O ESTADO DO MARANHÃO
Alternativo – São Luís-MA, 1º de março de 2002, sexta-feira

Bando do pop maranhense
Com banda própria e proposta acústica, Alê Muniz apresenta hoje, no Canto do Tonico, o show Aleiobando, que será a base do seu próximo CD

Ao subir no palco do Canto do Tonico (Praia Grande) hoje à noite, o cantor e compositor Alê Muniz alinhava mais uma etapa do seu próximo disco, o quarto de sua trajetória artística. O show, que leva o nome do futuro trabalho Aleiobando, inicia-se às 22h.

Previsto para ser lançado na segunda quinzena de maio, no Teatro Arthur Azevedo, o álbum Aleiobando vem trilhando um caminho bem diferente do que costuma ser feito num trabalho fonográfico. Antes de ir para estúdio, o que acontece na próxima segunda-feira, Alê Muniz e banda aproveitaram todos os shows do quinteto para depurar tudo sobre a sonoridade do disco.
“Batizaremos essas apresentações de ‘shows testes’, nessa parada definimos muita coisa do CD. E a resposta que recebemos da galera é fundamental nesse processo”, pondera o artista.
O som que o cantor e os músicos pretendem mostrar se aproxima bastante de um disco acústico. Mas, de acordo com Alê, não tem nada a ver com o estilo ‘banquinho e violão’. É uma coisa que pensa há bastante tempo. Afora vai ser um CD com uma ‘cor’ legal, com estética sonora, com violões na frente e as guitarras pontuando a história, e alguns elementos de percussão”, adianta.

COMPARSAS - Além da novidade de ir construindo a sonoridade e escolhendo o repertório a partir dessas apresentações, Aleiobando é o primeiro que Alê Muniz monta com uma banda própria.
A idéia de fazer um trabalho acústico era tão concreta para o cantor, que ele optou por músicos que tinham afinidade com o tipo de produção. O primeiro a integrar a banda foi o guitarrista Edinho Bastos, parceiro do compositor em outros projetos.
Juntamente com o músico, Alê Muniz definiu os outros três integrantes da banda: o baixista Serginho, o baterista Claudinho, e o guitarrista Júnior Gaiato. O trabalho do cantor com a banda já vem sendo feito há três meses.

REPERTÓRIO - O álbum Aleiobando terá entre 10 e 12 faixas. Além de composições de Alê Muniz, é certo músicas de Josias Sobrinho, César Teixeira, Mano Borges e Sandra de Sá.
O repertório vai mesclar regravações e músicas inéditas. Na lista de composições já garantidas no disco, figura Down Down, parceria de Alê e Gérson da Conceição e um dos grandes sucessos da banda de reggae Mano Banto. “Tenho uma versão para essa música que é uma balada”, atesta.
Além de Down Down, estarão Essa Dona, de Alê e Mano Borges – a música foi gravada por Rita Ribeiro em seu recente CD, Comigo - , Terra de Noel, de Josias Sobrinho, Pudera, do próprio Alê Muniz, e Demônio Colorido, de Sandra de Sá. Entre as canções inéditas Aleiobando, as faixas Noites e Tá Amarrado, esta última mais um fruto da parceria de Alê Muniz e Mano Borges.

“Tenho três músicas do César Teixeira no repertório, mas ainda não consegui definir qual delas vou levar para o disco”, complementa Alê.
Mesmo com a produção do álbum bastante adiantada, o cantor conta que não teve pressa para aprontar Aleiobando. “Nada no disco foi feito de modo atropelado. Fui fazendo na calma”, afirma.
Junto com o show, o cantor planeja também fazer o lançamento de um videoclipe de uma canção, ainda não escolhida, que irá integrar o CD. A mesma música do clipe será o carro-chefe do álbum.
O clipe será gravado em São Paulo, no mesmo período em que o cantor planeja a mixagem do disco, prevista para acontecer no final deste mês, Alê Muniz ainda não definiu em qual estúdio paulista vai mixar e remasterizar novo trabalho.

 

 
 
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